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11 janeiro, 2012
08 janeiro, 2012
Entre o sono e sonho
Entre mim e o que em mim
É o quem eu me suponho
Corre um rio sem fim.
É o quem eu me suponho
Corre um rio sem fim.
Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.
Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.
E quem me sinto e morre
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre —
Esse rio sem fim.
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre —
Esse rio sem fim.
Fernando Pessoa, Cancioneiro.
06 janeiro, 2012
Khalil Gibran
"Somos todos prisioneiros, mas alguns de nós estão em celas com janelas, e outros sem."
- Sand and foam: a book of aphorisms - página 62, 1926. Kahlil Gibran (6 de janeiro de 1883, Bsharri, Líbano - 10 de abril de 1931, Nova Iorque).
02 janeiro, 2012
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